domingo, 3 de outubro de 2010

Arte de Viver em paz e alegria

Sr. Sr. Havi Shankar - Fundador da ong Arte de Viver


Estou muito feliz de ter o privilégio de fazer parte da família Arte de Viver, ong do mestre Sr.Sr. Ravi Shankar. A alegria, solidariedade, sabedoria, paz e amor que esse homem tem trazido para o planeta é realmente admirável. Os ensinamentos dos cursos e as palavras do Gurug relembram os principais valores da vida e fazem com que a força do bem vença na minha mente.


Outro grande ponto desta aventura são as práticas respiratórias. As técnicas me deixam mais calma, serena, concentrada no momento presente e principalmente enchem de alegria o coração.


Encontrei um lugar que respeita e aceita todas as religiões, possui um guru alegre, sábio e divertido e além disso, todos que trabalham nos cursos são voluntários e o dinheiro é destinado a ajuda humanitária.

Sei que já dei um grande passo: me despi de qualquer preconceito e deixei minha mente aberta, com a ingenuidade de uma criança para entrar em contato com o mais profundo do meu ser.

Agora é continuar a prática respiratória diariamente, fazer o seva - serviço voluntário e estar conectada sempre com o mais elevado do meu pensamento.

Pretendo seguir o meu caminho tendo gratidão por tudo que já passei , pela vida que veio dos meus ancestrais, pelos mestres de luz que já estiveram por aqui.

JGD!!!!!!!!!!!!!!!!!



quarta-feira, 31 de março de 2010


Liberdade em prosa


Beth linda. Beth morena. Beth moleca. Beth mulher.

Sua liberdade se mistura com as águas da cachoeira

Sua alegria contagia e pinta tudo de mais cor

Seus olhos enxergam um mundo de verdade.

Sua dança balança e não cansa de encantar

Sua gargalhada e magia me conquistaram para sempre.

Parabéns por você ser quem é.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Carta para os Caiçaras da Praia Grande da Cajaiba

Praia Grande da Cajaíba - Paraty


Não sei se vocês lembram de mim, o fato é que nunca esqueci de vocês.

Jandira, mulher guerreira, mãe, feiticeira. Que saudade que sinto de seus olhos doces de Capitu que mudam de intenção, assim como as águas do mar.

Altamiro, homem da terra, sábio, cheio de estórias para contar. Com a ingenuidade de uma criança e com a determinação de um gigante defende com unhas e dentes o seu lugar.

Cacaio, você tem uma risada contagiante e o dom da alegria. Não perca nunca esse seu jeito de moleque e essa energia boa de paz

Alef, meu companheiro. Nos momentos que mais precisei você estava ao meu lado tirando gargalhadas da minha boca. Lembro com clareza das guerras de canoa, em que você não admitindo perder me tacava xixi, das árvores que subi repletas de formigas, das baratas embrulhadas em folhas que jogava na minha barraca, da pedrinha da sorte que me presenteou, dos mergulhos em busca das estrelas do mar, das caças aos pitus nas cachoeiras.

Viver um pouquinho ai nessa terrinha abençoada me fez uma pessoa mais forte.

Comer abacaxi da terra, sentir o adocicado da cana, tomar banho de noite no rio, enxergar com a luz da lua, contar as estrelas, correr das jaguatiricas, não temer a chuva, respeitar o azul, brincar com os plânctons, seguir os vaga lumes, andar com os pés no chão e principalmente ser reconhecida pelo que sou. Tudo isso foi muito precioso para mim.
Minha vida ficou com mais sal, brilho, confiança nos meus sentidos e sentimentos.

Todos vocês são muito especiais.

Muito obrigada por tudo. Um beijo com gosto de mar.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Estrela Guia

Para essa neguinha
Já entreguei a paixão minha
E jurei dar toda alma
Que tiver para trazer calma
A essa mulher que arrebatou meu coração
Para cessar todo sofrer
E lhe ofertei o vinho e pão
E a gratidão do meu viver

E vivo alegre e todo verso
O mundo, o sol e o universo
O mar e o vento e mesmo a flor
Já admiram nosso amor
No firmamento a estrela guia
traz toda luz, toda alegria
Vamos gozar a vida juntos
Nossos caminhos serão muitos

Letra e música do meu amor, Fabricio Vinhas. Quando escutei a música chorei e tudo de tão linda!

domingo, 13 de dezembro de 2009








Cheiro de vida



Quando quero ter confiança me remeto a uma sensação da minha infância. Guardo a imagem de meu avô sorrindo, fazendo palhaçada, de minha avó colocando mil guloseimas na mesa da sala, de minha mãe me educando com seu olhar carinhoso e meu pai nos inserindo (Eu e meu irmão) no mundo musical, tocando saxofone, violão, piano e nos dando o privilégio de escutar música da melhor qualidade. Lembro assim do aconchego do amor e de uma cor amarelada de nascer de sol e um cheiro de vida. E é essa lembrança dentre outros métodos muito eficientes para o meu crescimento interior como a dança que faço há 8 anos do mestre Jean Marie Dubull, a constelação com a minha querida terapeuta Alcione e o ensinamento do Cria ( Método de meditação e respiração) que aprendi na ONG “Arte de Viver” do Sri Sri Ravishancar e a proteção dos meus anjos de luz que me abraçam quando preciso de ajuda.
Grata, escrevo sobre a vida que recebo de todos meus ancestrais, e com grande satisfação faço uma profunda reverência aos meus antepassados. Que o amor saudável seja a cura de todos os meus males. Através de vocês me sinto forte, pronta para viver a minha vida com coragem e plenitude. Que o amor forte, verdadeiro e sincero esteja sempre dentro do meu coração.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009



Relato do jogo do mengão na casa da tia Beth


Ver a Valéria com o coração acelerado, gritando e fazendo tremer o chão...
A Mayra com os olhos azuis, vermelhos de tamanha emoção
Mercia e Leticia nervosas, nem conseguindo ver a televisão
Marconi concentrado, querendo com o olhar botar de qualquer jeito a bola no gol....
Beth sapeca, andando de um lado para o outro, fazendo de tudo, colocando até a roupa da sorte azul e preta...
Fredão contando piada.....
Cecília chegando da prova como um furacão, soprando a trombeta e dando esperança para a torcida do mengão...
E no final, as lágrimas de alegria e o alívio de ser campeão, mais uma vez.
Beijo vermelho e preto

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009



Marina menina pequena Marina


Sabe àquelas pessoas que possuem o poder da hipnose? Com tamanha sedução, sorriem e fecham os olhinhos e abracadabra .... Conseguem tudo que querem. Sei que esses seres estão soltos por ai, mas gostaria de falar da musa que me inspirou a escrever esse texto. Ela é pequena, menina.... É a Marina. Filha da dourada Angélica, sobrinha de outra musa minha, Gabriela, neta da linda Vera e bisneta da grandiosa vovó Lucia.

Estava saindo da festa de 90 anos da vovó Lucia e ao me despedir de Marina, mandei diversos beijos pelo ar. Ela, que tem apenas 4 aninhos, correu na minha direção e irradiando alegria me falou: "Venha aqui e me dê um beijo de verdade!" E assim fico com essa lição de Marina, menina, pequena, Marina. Na vida precisamos ser de verdade. Abraçar de verdade, brincar de verdade, beijar de verdade.
E com seus beijos de verdade Marininha, cá estou eu.






quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Música que toca o coração


Desde que me lembro como gente já escutava ópera. Meu avô dizia que todo resto não era música. E assim cresci ao som dos grandes clássicos e monstros do gênero. Outro dia estava tomando uma sopinha num café delicioso do Jardim Botânico, quando me peguei embalada por uma música muito peculiar. Parecia que um anjo tinha me pegado no colo e me levado para viajar para outro tempo e para sensações já quase esquecidas.
Perguntei para o garçom de onde vinha aquela música. E para minha surpresa, vinha do buteco ao lado. Não resisti e fui saber que canção era aquela que me fazia tão bem. E era o grande, o maravilhoso Pavaroti. Cheguei perto do balcão, segurei aquele cd no peito e me emocionei. Do outro lado do bar surgiu um senhor sorridente que falou o que eu já estava pensando – “É minha filha, essa música toca de verdade o coração”. E assim agradeço mais uma vez aos meus amados avô, avó, pai, mãe que me deram a oportunidade de crescer ouvindo, lendo, vendo arte e poesia. Sou muito grata a todos vocês.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quando os olhos se fecharem




Já passou pela minha cabeça viver a vida ao contrário, confesso. Imagina só. Estar cada vez mais jovem, sábia e bonita. ...Vendo o novo filme do Bred Pitt, “The Curious Case of Benjamim Button” pude constatar que o tempo é o nosso guardião. E exatamente para darmos a necessária importância para nossa existência é que ele nos dá um prazo determinado de validade. Acredito que a grande vantagem de ter muitas velinhas no bolo é a sabedoria adquirida em nossa vida. Nascer velha sem essa qualidade, não me parece muito atraente.
Aliás. Velhice, como dizia meu avô, é algo que não precisamos adquirir. Segundo esse meu mestre, que hoje é meu anjinho da guarda também, o importante é estarmos no mundo como jovens, com uma mente sadia, um espírito livre e um coração de criança, independente da data estampada na nossa certidão.
Mas voltando para o filme. Fiquei pensando com meus botões a respeito daquela temida moça ocidental de capa e foice que nos assombra de vez em quando: Abrimos os olhos ao nascer e os fechamos ao morrer e pronto. E que consigamos no meio do caminho encher o nosso coração de muito amor.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Feliz dia Novo


Acho muito válida essa aura de paz , solidariedade e amor que nos ronda no final e inicio de um ano, mas acredito que temos que agradecer e manter esses sentimentos elevados todos os dias. São as horas bem vividas que vão transformar os dias interessantes e conseqüentemente o ano um presente. E é assim que procuro fazer: viver com o máximo de sabor, desfrutando dos segundos, minutos, horas. Fazendo feliz o novo dia.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lavando a alma, dançando jongo, ficando feliz

Eu e Tia Maria do Jongo da Serrinha ( Ex vizinha de Darcy, pratica jongo desde criança)

Jongo e muito axé

Sábado, dia 17, presenciei um maravilhoso espetáculo: o jongo da Serrinha. A Lua estava cheia, a fogueira bem quentinha e o lugar com muito axé. É impressionante como esse batuque encantado entra pelos nossos poros e nos faz lembrar de nossos ancestrais. Sim, pois o povo brasileiro é feito de misturas e então me sinto um pouco negra, índia, amarela, branca....
Voltando para o assunto. A música tocava, os dançarinos e cantores se mexiam como o balanço do fogo e alguma coisa de misterioso acontecia. Entrei na roda e puxada pelo sorriso de uma linda integrante do grupo, não conseguia parar de ficar feliz. Depois teve a apresentação do grupo de samba “Feijão de Corda”, com participação do lendário Wilson Moreira. O alto nível dos músicos e o belíssimo repertório tirou todo mundo das cadeiras e completou aquela noite que carregou todas as minhas energias. Isso tudo aconteceu em Itaipu, na casa de Jorge. Um lugar muito simpático onde todos os santos, orixás e anjos são bem recebidos.


Um pouco de Jongo

Para os antigos, considerado a “dança das almas”, o jongo chegou no Brasil, na região sudeste, junto com a escravidão e com os negros Bantu, seqüestrados nos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, na região compreendida hoje por boa parte do território da República de Angola.
Com o jongo os negros se encontravam, cantavam, rezavam, dançavam, exorcizavam seus medos e injustiças e também se comunicavam através de cantos enigmáticos em linguagem cifrada e muita improvisação.

No Rio de Janeiro, a região compreendida pelos bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, já nos anos imediatamente posteriores à abolição da escravatura, centralizou durante muito tempo a prática desta manifestação na zona rural da antiga Corte Imperial, atraindo um grande número de migrantes ex-escravos, oriundos das fazendas de café do Vale do Paraíba. Entre os precursores da implantação do Jongo nesta área se destacaram a ex-escrava, Maria Teresa dos Santos e muitos de seus parentes além de diversos vizinhos da comunidade, entre os quais Mano Elói (Eloy Anthero Dias), Sebastião Mulequinho, Tia Eulália e Mestre Darcy. Todos eles intimamente ligados a fundação da Escola de Samba Império Serrano, sediada no Morro da Serrinha

Um pouco sobre mestre Darcy

Não tive o prazer de conhecer mestre Darcy pessoalmente. Mas numa pesquisa que fiz no Museu do Folclore, para o documentário da talentosa diretora, Bia Paiva, “A Dama e o Jongo”, me emocionei com a presença e o carisma deste homem que para salvar sua cultura, introduziu instrumentos de harmonia no ritmo, que até então era apenas percussivo e ensinou a dança para as crianças e levou o jongo para os palcos de teatros do Brasil e do exterior. Fundou o grupo Jongo da Serrinha com o objetivo de retomar, dinamizar e divulgar a tradição. Para alguns, quebrou tabus e salvou o jongo do esquecimento; para outros, violou de forma irreversível a tradição.

Mais do que qualquer outra coisa, porém, Mestre Darcy se destacou como um tremendo militante da cultura afro-brasileira. Salve Mestre Darcy, filho de Pedro Monteiro e da mãe-de-santo e jongueira, Vovó Maria Joana Rezadeira e tia Maria, que junto com o Jongo da Serrinha continua distribuindo energia para muita gente. Salve!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Super poderes



Sempre gostei das estórias de super-heróis. Essa mania atual de todo o roteiro do gênero conter a idéia de que alguns habitantes racionais do planeta terra podem salvar a humanidade com poderes especiais, me agrada bastante. E apesar de muita gente não ter consciência e não acreditar, eu acredito que podemos mudar para melhor esse mundo que anda tão de cabeça para baixo. E a melhor notícia é que não precisamos estar dentro de nenhum quadrinho ou filme para desenvolver nossas habilidades especiais. A primeira se chama amor: é incrível como essa força transforma e cura tudo. A Segunda é a gratidão. Agradeça por sua vida, suas conquistas, e aprenda o prazer de apreciar cada momento. A terceira se chama paz. Essa nos coloca no centro e alinha nossa energia interna. E a quarta é o respeito. Respeite tudo que ver pela sua frente, e principalmente você mesmo. Por isso, se preencha destes sentimentos nobres, ouça e siga sua voz interna e assim viva uma vida repleta de realizações. E é com todo esse poder que vamos, aos poucos, nos transformando em pessoas melhores e assim, transformando o mundo que existe ao nosso redor.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Para minha mãe linda




Mãe saiba que você vive dentro do meu coração e com certeza vou fazer algo de maravilhoso com a minha vida para te homenagear. Te amo para sempre e muito obrigada por tudo que você fez por mim. Me alimento a cada dia do seu amor. Saudades.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sinto muito Cartola


Quero deixar claro que adoro a obra do Cartola, sua sensibilidade, sua poesia simples que me emociona, que me diz tanta coisa.... Porém, não suporto a música “TIVE SIM”. Qualquer mulher com um pingo de amor próprio não ia gostar que o marido compusesse uma letra daquelas. Melodicamente a música é interessante, mas tadinha da Dona Zica, que cá entre nós, era completamente apaixonada pelo marido e teve que aturar “Tive sim, outro grande amor antes do teu, tive sim. Quando ela sonhava eram os meus sonhos e assim, íamos vivendo em paz. Nosso lar, em nosso lar havia alegria e eu vivia tão contente, como contente ao seu lado estou....” . Eu acredito que temos que honrar todas as nossas relações passadas. Tudo que somos foi construído no nosso passado, portanto temos que ser gratos por nossa experiência, por todas as pessoas que conviveram conosco. Mas existem certas sutilezas que realmente não precisam ser ditas. Mas o Cartola era esperto. Viu que tinha feito uma obra prima, não quis perder a música, nem a mulher. Sacando a gafe terminou a letra “tentando” melhorar a situação. “Tive sim, mas comparar com seu amor seria o fim. E vou calar, pois não pretendo amor te magoar”. Não é por nada não, mas eu tenho a impressão que magoou.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vou Vivendo


A vida é cheia de separações e mesmo sabendo disso, tento esquecer que um dia todos nós nos separaremos. Quero ser apenas realista e tentar lembrar, mesmo que viva me esquecendo, que não posso me apegar. Mas como conseguir exercitar a entrega e ao mesmo tempo ficar desapegada das situações? Outro dia uma amiga falou que eu parecia um rio, minhas águas se renovavam e eu continuava no meu percurso, inabalável. Fiquei lisonjeada, e confesso que tento sim ser assim, mas é preciso ter muita coragem para entender o que se passa lá dentro e realmente seguir em frente. Aliás, coragem, significa seguir a voz do coração. E para escutar essa música é preciso de silêncio e paz. Algumas pessoas rezam, outras meditam e assim entram em contato com a alma e vão entendendo as próprias lágrimas, o brilho nos olhos, os lábios sorrindo e discernindo o que as leva sentir cada emoção. E é assim que vou vivendo, procurando sentir, respirar e principalmente tentando decifrar os enigmas do meu coração.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A felicidade é o caminho



Frustração. Para mim essa é uma das palavras mais assustadoras do vocabulário. Nem tanto pela fonética, mais pela semântica mesmo. Certa vez estava na aula de balé e não conseguia fazer um passo de jeito nenhum. Fiquei irritada, desisti e num ataque de criança mimada sentei no chão. Meu professor falou bem alto: “- Aline encare a sua frustração!”. Que frase mágica essa. Na mesma hora levantei, sacudi a poeira, voltei a dançar e no final aprendi o exercício.

Graças a deus existem pessoas, que às vezes são como anjos que nos dizem frases preciosas que guardamos no bolso para usarmos quando não admitimos errar, perder ou sofrer .Outra que adoro é “O que resiste, persiste”. Essa aprendi com a minha terapeuta. Funciona assim: quando você está triste e quer fugir desse sentimento, faça exatamente o contrário, não resista, que imediatamente a dor vai ficar menor. Acreditem, funciona.


Estou selecionando, ao longo da vida, dicas de auto ajuda que me iluminam em momentos difíceis. Pode parecer brega, sei que muitos tem esse preconceito, mas de fato elas me ajudam a crescer e ser uma pessoa melhor.


Para terminar gostaria de relatar a experiência que tive mês passado. Fiz um curso de meditação com uns indianos e eles reforçaram a importância de estarmos dando 100% do nosso potencial em todas as ações do dia à dia. Isso nos coloca no momento presente e nos faz lembrar de que não existe caminho para felicidade, como dizia Gandi, a felicidade é o caminho.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

De mãos dadas com o tempo



"Agora chego aos 90 .... Essa coisa de viver mais é uma novidade bonita da ciência. A quarta idade é uma nova versão de vida. Posso estar caminhando para o fim, mas tá bonito... Da mesma forma em que acredito no mar, acredito muito no tempo, tem até um orixá que leva seu nome".
Dorival Caymmi

Temos que ser amigos do tempo. Saborear o momento presente e se entregar nos seus braços. Por isso é que eu só bebo água da nascente e meu guia é o clarão de lua crescente, pegando emprestada para ser lema da minha vida a poesia do grande compositor baiano Roque Ferreira. Ser amigo do tempo é saber viver com apreciação, agradecendo todos os segundos e entender que somos sim grandes responsáveis pela sucessão de acontecimentos que ocorrem na nossa caminhada. O TEMPO não é algo que podemos controlar. Ele nos preenche com a mesma facilidade que nos solta para sabe lá deus aonde. E é com a sabedoria de Dorival que pretendo seguir: de mãos dadas com o tempo, respeitando e louvando esse sopro divino que nos faz crescer, sofrer, amar e morrer.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quisas Quisas Quisas





Sábado, dia 9 de agosto, estava dentro do metrô, quando de repente um casal de velinhos entrou na estação Largo do Machado. Uma gentil moça que estava sentada cedeu sua cadeira para o senhor de mais ou menos 80 anos. Ele com um senso de humor invejável começou a falar que achava essa ação um insulto, pois estava sendo chamado de velho. Eu bati em seu ombro e ratifiquei suas palavras. Foi então que comecei a conhecer um pouquinho da vida do Jair e da Nena. Soube que eles tinham se conhecido num baile no centro da cidade, há 50 anos atrás e que estava tocando o delicioso bolero “Quisas, Quisas, Quisas”. Como tudo na vida “quisas” pode acontecer. Eles dançaram, sorriram e nunca mais se separaram. Tiveram filhos, netos, passaram por problemas, muitas alegrias, mas o mais impressionante e bonito de ver era a expressão de admiração de ambos, o carinho e respeito mútuo daqueles amantes que não perderam depois de tanto tempo, “aquele” brilho nos olhos. As experiências dos dois eram inúmeras: soube que o Jair chegou a salvar uma tripulação inteira na segunda guerra mundial. Que já tinha andado em camelos e conhecia o deserto de Saara. Nena mais assanhada me confidenciou que homem como aquele na cama não existia. É MOLE? E que foi lá que ele a conquistou. Nesse momento Jair a interrompeu, falou que ela não devia fazer essa propaganda para as mulheres e perguntou se não estavam perto do ponto.

Nena estava tão entusiasmada com o papo que realmente acabou passando da estação.
O tempo parou para eu poder ouvir aquelas deliciosas estórias. E quando eles saíram do metro tive a certeza que a vida é cheia de aventuras, de gente que é de verdade, que se emociona e que tem estórias para contar. Fiquei rindo sozinha, agradecendo a oportunidade que eles me deram de reforçar o valor da vida e principalmente de confirmar a importância de aproveitá-la do lado de quem nos quer muito bem.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O que é que esse baiano tem?

Do baiano que vou me referir sou fã de carteirinha. Desses que gostaria muito de ter o prazer de conhecer, abraçar e fotografar. Sua voz aveludada, que tem um charme e uma sedução própria, suas melodias que lembram o som das águas do mar e suas letras cheias de balangandãs fazem um carinho em minha alma. Gostaria de voltar ao tempo e ter a chance de escutar uma serenata do mulato mais charmoso que já vi, me requebrar toda e cair por cima dele. E o papelão da Anália? Não vou perdoá-la nunca por não ter ido se encontrar com Dorival em Maracangalia.

Certa vez fiz uma pesquisa no Museu da Imagem e do Som sobre este grande poeta e não tive escapatória: fiquei completamente apaixonada por ele. Sua simpatia e talento encantam qualquer mortal e além do mais, escutar sua entrevista é ter uma aula de viver com qualidade. Dorival sempre fez o que gostava. Foi pescador, cantor, músico, compositor, preservando e enaltecendo sempre suas raízes e sua maneira simples de ser. Não me canso de cantar e escutar Dorival Caymmi. E esse papo todo me deu uma saudade. Ai que saudade que eu tenho da Bahia!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Yorrupiii!


Esse era o grito de guerra do meu avô. Ou melhor, o grito de paz. Sempre quando ele estava feliz, dava um salto e gritava com muita alegria essa palavrinha mágica.
Lembrar do Luiz Afonso Guimarães Juruena de Mattos, sempre faz brotar algumas lágrimas dos meus olhos. Mas quem conheceu esse exímio professor, bioquímico, pai, avô, amigo, maridão, palhaço, intelectual... Sabe muito bem do que estou falando. Nunca vi meu avô desanimar. Ele era o tipo de pessoa que mesmo diante de qualquer problema sabia manter a serenidade, enfrentava o pepino e depois sorria com aquele sorriso que até hoje arrepia a minha espinha. Com ele aprendi o que é o amor. Eu te amo para sempre meu vô. Obrigada por todos os momentos inesquecíveis que passei do seu lado. Da dança do pezinho, das mágicas, das estórias que você inventava para a gente pegar no sono (Eu e meu irmão), por ter sido meu melhor amigo, confidente, meu porto seguro. Agradeço a deus por ter nascido na sua família. Você vive dentro do meu coração.