quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Música que toca o coração


Desde que me lembro como gente já escutava ópera. Meu avô dizia que todo resto não era música. E assim cresci ao som dos grandes clássicos e monstros do gênero. Outro dia estava tomando uma sopinha num café delicioso do Jardim Botânico, quando me peguei embalada por uma música muito peculiar. Parecia que um anjo tinha me pegado no colo e me levado para viajar para outro tempo e para sensações já quase esquecidas.
Perguntei para o garçom de onde vinha aquela música. E para minha surpresa, vinha do buteco ao lado. Não resisti e fui saber que canção era aquela que me fazia tão bem. E era o grande, o maravilhoso Pavaroti. Cheguei perto do balcão, segurei aquele cd no peito e me emocionei. Do outro lado do bar surgiu um senhor sorridente que falou o que eu já estava pensando – “É minha filha, essa música toca de verdade o coração”. E assim agradeço mais uma vez aos meus amados avô, avó, pai, mãe que me deram a oportunidade de crescer ouvindo, lendo, vendo arte e poesia. Sou muito grata a todos vocês.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quando os olhos se fecharem




Já passou pela minha cabeça viver a vida ao contrário, confesso. Imagina só. Estar cada vez mais jovem, sábia e bonita. ...Vendo o novo filme do Bred Pitt, “The Curious Case of Benjamim Button” pude constatar que o tempo é o nosso guardião. E exatamente para darmos a necessária importância para nossa existência é que ele nos dá um prazo determinado de validade. Acredito que a grande vantagem de ter muitas velinhas no bolo é a sabedoria adquirida em nossa vida. Nascer velha sem essa qualidade, não me parece muito atraente.
Aliás. Velhice, como dizia meu avô, é algo que não precisamos adquirir. Segundo esse meu mestre, que hoje é meu anjinho da guarda também, o importante é estarmos no mundo como jovens, com uma mente sadia, um espírito livre e um coração de criança, independente da data estampada na nossa certidão.
Mas voltando para o filme. Fiquei pensando com meus botões a respeito daquela temida moça ocidental de capa e foice que nos assombra de vez em quando: Abrimos os olhos ao nascer e os fechamos ao morrer e pronto. E que consigamos no meio do caminho encher o nosso coração de muito amor.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Feliz dia Novo


Acho muito válida essa aura de paz , solidariedade e amor que nos ronda no final e inicio de um ano, mas acredito que temos que agradecer e manter esses sentimentos elevados todos os dias. São as horas bem vividas que vão transformar os dias interessantes e conseqüentemente o ano um presente. E é assim que procuro fazer: viver com o máximo de sabor, desfrutando dos segundos, minutos, horas. Fazendo feliz o novo dia.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lavando a alma, dançando jongo, ficando feliz

Eu e Tia Maria do Jongo da Serrinha ( Ex vizinha de Darcy, pratica jongo desde criança)

Jongo e muito axé

Sábado, dia 17, presenciei um maravilhoso espetáculo: o jongo da Serrinha. A Lua estava cheia, a fogueira bem quentinha e o lugar com muito axé. É impressionante como esse batuque encantado entra pelos nossos poros e nos faz lembrar de nossos ancestrais. Sim, pois o povo brasileiro é feito de misturas e então me sinto um pouco negra, índia, amarela, branca....
Voltando para o assunto. A música tocava, os dançarinos e cantores se mexiam como o balanço do fogo e alguma coisa de misterioso acontecia. Entrei na roda e puxada pelo sorriso de uma linda integrante do grupo, não conseguia parar de ficar feliz. Depois teve a apresentação do grupo de samba “Feijão de Corda”, com participação do lendário Wilson Moreira. O alto nível dos músicos e o belíssimo repertório tirou todo mundo das cadeiras e completou aquela noite que carregou todas as minhas energias. Isso tudo aconteceu em Itaipu, na casa de Jorge. Um lugar muito simpático onde todos os santos, orixás e anjos são bem recebidos.


Um pouco de Jongo

Para os antigos, considerado a “dança das almas”, o jongo chegou no Brasil, na região sudeste, junto com a escravidão e com os negros Bantu, seqüestrados nos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, na região compreendida hoje por boa parte do território da República de Angola.
Com o jongo os negros se encontravam, cantavam, rezavam, dançavam, exorcizavam seus medos e injustiças e também se comunicavam através de cantos enigmáticos em linguagem cifrada e muita improvisação.

No Rio de Janeiro, a região compreendida pelos bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, já nos anos imediatamente posteriores à abolição da escravatura, centralizou durante muito tempo a prática desta manifestação na zona rural da antiga Corte Imperial, atraindo um grande número de migrantes ex-escravos, oriundos das fazendas de café do Vale do Paraíba. Entre os precursores da implantação do Jongo nesta área se destacaram a ex-escrava, Maria Teresa dos Santos e muitos de seus parentes além de diversos vizinhos da comunidade, entre os quais Mano Elói (Eloy Anthero Dias), Sebastião Mulequinho, Tia Eulália e Mestre Darcy. Todos eles intimamente ligados a fundação da Escola de Samba Império Serrano, sediada no Morro da Serrinha

Um pouco sobre mestre Darcy

Não tive o prazer de conhecer mestre Darcy pessoalmente. Mas numa pesquisa que fiz no Museu do Folclore, para o documentário da talentosa diretora, Bia Paiva, “A Dama e o Jongo”, me emocionei com a presença e o carisma deste homem que para salvar sua cultura, introduziu instrumentos de harmonia no ritmo, que até então era apenas percussivo e ensinou a dança para as crianças e levou o jongo para os palcos de teatros do Brasil e do exterior. Fundou o grupo Jongo da Serrinha com o objetivo de retomar, dinamizar e divulgar a tradição. Para alguns, quebrou tabus e salvou o jongo do esquecimento; para outros, violou de forma irreversível a tradição.

Mais do que qualquer outra coisa, porém, Mestre Darcy se destacou como um tremendo militante da cultura afro-brasileira. Salve Mestre Darcy, filho de Pedro Monteiro e da mãe-de-santo e jongueira, Vovó Maria Joana Rezadeira e tia Maria, que junto com o Jongo da Serrinha continua distribuindo energia para muita gente. Salve!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Super poderes



Sempre gostei das estórias de super-heróis. Essa mania atual de todo o roteiro do gênero conter a idéia de que alguns habitantes racionais do planeta terra podem salvar a humanidade com poderes especiais, me agrada bastante. E apesar de muita gente não ter consciência e não acreditar, eu acredito que podemos mudar para melhor esse mundo que anda tão de cabeça para baixo. E a melhor notícia é que não precisamos estar dentro de nenhum quadrinho ou filme para desenvolver nossas habilidades especiais. A primeira se chama amor: é incrível como essa força transforma e cura tudo. A Segunda é a gratidão. Agradeça por sua vida, suas conquistas, e aprenda o prazer de apreciar cada momento. A terceira se chama paz. Essa nos coloca no centro e alinha nossa energia interna. E a quarta é o respeito. Respeite tudo que ver pela sua frente, e principalmente você mesmo. Por isso, se preencha destes sentimentos nobres, ouça e siga sua voz interna e assim viva uma vida repleta de realizações. E é com todo esse poder que vamos, aos poucos, nos transformando em pessoas melhores e assim, transformando o mundo que existe ao nosso redor.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Para minha mãe linda




Mãe saiba que você vive dentro do meu coração e com certeza vou fazer algo de maravilhoso com a minha vida para te homenagear. Te amo para sempre e muito obrigada por tudo que você fez por mim. Me alimento a cada dia do seu amor. Saudades.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sinto muito Cartola


Quero deixar claro que adoro a obra do Cartola, sua sensibilidade, sua poesia simples que me emociona, que me diz tanta coisa.... Porém, não suporto a música “TIVE SIM”. Qualquer mulher com um pingo de amor próprio não ia gostar que o marido compusesse uma letra daquelas. Melodicamente a música é interessante, mas tadinha da Dona Zica, que cá entre nós, era completamente apaixonada pelo marido e teve que aturar “Tive sim, outro grande amor antes do teu, tive sim. Quando ela sonhava eram os meus sonhos e assim, íamos vivendo em paz. Nosso lar, em nosso lar havia alegria e eu vivia tão contente, como contente ao seu lado estou....” . Eu acredito que temos que honrar todas as nossas relações passadas. Tudo que somos foi construído no nosso passado, portanto temos que ser gratos por nossa experiência, por todas as pessoas que conviveram conosco. Mas existem certas sutilezas que realmente não precisam ser ditas. Mas o Cartola era esperto. Viu que tinha feito uma obra prima, não quis perder a música, nem a mulher. Sacando a gafe terminou a letra “tentando” melhorar a situação. “Tive sim, mas comparar com seu amor seria o fim. E vou calar, pois não pretendo amor te magoar”. Não é por nada não, mas eu tenho a impressão que magoou.